domingo, 9 de maio de 2010

O Difícil Momento de Demitir

Tenha claro na mente o motivo da demissão.
Convoque o demitido para uma reunião. Ela tem de ser curta (cerca de 10 minutos de duração), pois a pessoa geralmente perde a capacidade de raciocínio quando recebe uma notícia dessas e não irá mais ouvi-lo.
Prepare-se para administrar a reação emocional do demitido. Se ele se descontrolar e ficar muito irritado, é melhor dizer que o compreende e marcar uma nova reunião. Informe-o sobre o pacote de benefícios e peça para reflita. Não tente discutir. Tudo o que você falar servirá de munição para deixá-lo ainda mais nervoso.
No caso de ele ficar deprimido, procure animá-lo e fale dos benefícios. Demonstre que a empresa não está deixando na mão e reconhece seu esforço e dedicação durante os anos em que fez parte da equipe.
Dê a notícia na parte da manhã e numa sala onde possa ter uma conversa reservada e sem interrupções.
Tenha sempre em mãos todos os cálculos necessários para informar ao demitido. Peça para que ele os anote, pois a primeira coisa que a pessoa faz nessa hora são contas.
Faça-o assinar a carta de demissão antes de deixar a sala. Trata-se de um instrumento legal e uma exigência das leis trabalhistas.
Esteja pronto para responder a perguntas como "Posso voltar para a minha sala?" ou "Posso usar minha secretária para receber recados?" ou ainda "Se surgir uma nova oportunidade na dentro da empresa, você me contratará novamente?".
Se ele perguntar se pode dar o seu nome como referência, diga que sim, a não ser que sua empresa adote a política de não dar referências ou você tenha algum problema pessoal como o demitido.
Faça um roteiro do que ele deve fazer assim que deixar sua sala: ir até o departamento de recursos humanos, voltar para casa ou retornar para seu posto de trabalho. Diga quando e como ele deve limpar as gavetas, quando e como deve devolver materiais da empresa. Lembre-se que o demitido está emocionalmente abalado: abandoná-lo sem nenhuma orientação concreta pode ser perigoso.

(Conselhos de Vicky Bloch, diretora da DBM)

Um comentário:

  1. Eu "me demiti" devido a uma reestruturação na empresa, devido a qual não vi possibilidades (ou tive ganas) de ficar. Após 17 anos achei que era tempo de mudar. Mesmo tendo sido minha decisão, estando bem tranquila, ter tido sempre avaliações "over expectation" ou "outstanding", não encontrei muito do é mencionado no artigo (somente meu chefe tornou a situação menos crítica e lutou por meu reconhecimento junto à organização) e o desconforto está sendo (o processo só termina em breve e já corre há vários meses) por isso mesmo muito desconfortável. Uma pena que conselho tão simples, quase que evidentes, não façam parte da cartilha de todas as empresa e executivos!

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